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quarta-feira, dezembro 09, 2009

HOPENHAGEN

Paralalelamente à Cimeira de Copenhaga esta a decorrer uma campanha com o nome de BEDS ARE BURNING promovida pela organização http://www.timeforclimatejustice.org/ .
Veja o video de alerta:



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domingo, novembro 22, 2009

Guerra Junqueiro, 113 anos depois ....


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai.

Um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Guerra Junqueiro, 1896
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Acertadas palavras do Poeta Guerra Junqueiro, tão actuais como há 113 anos e que deixam a ideia de ele ter um dom qualquer que lhe permitia antecipar o que iria acontecer no inicio do século XXI, reparem até que ele faz uma subtil alusão metafórica ao processo "face oculta" quando diz: "... torcendo-lhe a vara ao ponto de ...".

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sexta-feira, outubro 30, 2009

Eu acho que ....



"Portugal é o país dos achadores.
Toda a gente acha.
Liga-se a televisão e ouve-se toda a gente a achar"

Medina Carreira em entrevista ao Expresso

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segunda-feira, setembro 28, 2009

A Casa do Zé

Apontamento sobre a vida de um Zé Ninguém, que durante um dia foi olhado como Alguém e depois voltou a ser ... Ninguém.



Clique na imagem para ver o video

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terça-feira, setembro 22, 2009

Mafalda e as Eleições


Clique na imagem para aumentar
Autor: Quino

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quarta-feira, agosto 05, 2009

II Encontro Internacional de Juventude - Ferrel 1978

Imagem tirada daqui


Foi à 31 anos que se realizou em Portugal o II Encontro Internacional de Juventude num pinhal situado perto da aldeia de Ferrel no concelho de Peniche, o qual reuniu jovens de vários paises, na maior parte europeus.


Falava-se nessa altura na possibilidade de ser construida uma central nuclear nessa localidade e o encontro serviu para contestar a possibilidade de produção de energia "suja", naquele ou noutro qualquer local.


Eu fui um dos que passou por lá e guardei o cartaz que aqui mostro.



Acompanhamento musical: "Juventude" de Gabriel o Pensador


Sobre o assunto nuclear foi feita a canção "Nuclear Não, Obrigado" com letra de Luis Pedro Fonseca , musica de Carlos Fortuna e que foi incluida no album "Perto de ti" de Lena d’Água em 1982 (para ouvir clicar aqui)





Nuclear Não, Obrigado

Ó papão mau vai-te embora
lá de cima do telhado
Deixa dormir o menino
um soninho descansado

Deixa de ficar à espreita
com vontade de assombrar
Os que vivem nesta terra
com o pesadelo nuclear

No olhar de uma criança
pode ver-se a luz do mundo
Não lhe vamos deixar como herança
um planeta moribundo

Nuclear não, obrigado
Antes ser activo hoje
do que radioactivo amanhã
Nuclear não, obrigado

Se queremos energia
sem envenenar o ar
Temos o calor do sol
o vento e a força do mar

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segunda-feira, junho 15, 2009

Novos motores de busca

Segundo uma noticia da edição electrónica do "Público" (clique aqui para ler a versão integral), os Israelitas criaram um novo motor de busca "koscher" a que deram o sugestivo nome de Koogle.

"Graças ao Koogle, os judeus ortodoxos já estão autorizados pelos rabinos a utilizar a Internet. Este motor de busca kosher bloqueia o acesso a todos os conteúdos proibidos pela lei judaica, ... " diz a noticia.

Será que os Palestinos em resposta vão criar um motor de busca exclusivamente para árabes muçulmanos ?

E eu, será que posso criar um motor de busca para uso exclusivo das minhas filhas e que limite o acesso a tudo o que eu não quero que elas vejam ou conheçam?
E poderei chamar-lhe Carloogle ?
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Para acompanhamento musical "Vemos, ouvimos e lemos" de autor que desconheço.

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sexta-feira, junho 12, 2009

O Professor

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.

Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia".

Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém o escuta.

Não falta ao colégio, é um "caxias".
Precisa faltar, é um "turista".

Conversa com os outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.

Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.

Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.

Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.

Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu "mole".


É, o professor está sempre errado,
mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.

(fonte - Revista do Professor de Matemática, nº 36,1998.)


Este delicioso texto chegou-me há já algum tempo pela net, e agora que estamos a chegar ao fim do ano lectivo e no inicio da época de exames, achei oportuno colocá-lo aqui.
Escolhi para musica de fundo dois temas do grupo "Cabeças no ar":
"Os cheiros dos livros" e "Baile da Biblioteca"
(é pena o som estar em más condições, mas não encontrei melhor).

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domingo, abril 26, 2009

De volta à Liberdade

A 26 de Abril o Movimento das Forças Armadas (MFA) ordenou a libertação dos presos politicos detidos em Caxias, devolvendo a liberdade aqueles que por motivos de oposição ao regime foram presos e em muitos casos torturados.
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imagens acedidas através do site da Associação 25 de Abril.
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Entre os detidos libertados nessa noite de à 35 anos encontrava-se Pedro Fernandes que aparece nas imagens a sair para o patio exterior, logo atrás da sua advogada Dra. Maria Lucilia Santos, vestida de escuro.
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Pedro Mendes Fernandes (falecido em 1996) era um Empresário e Agricultor ligado ao Partido Comunista que lutou contra o regime de ditadura tendo sido preso várias vezes pela PIDE-DGS.Sempre defendeu os seus ideais fiel aos principios de justiça, honestidade, igualdade e preocupação com os que menos têm, principios que transmitiu aos filhos e aos netos.
Fica aqui a minha justa homenagem a um bom homem que teve a coragem de lutar para alcançar o que acreditava ser melhor para o seu País, opondo-se à ditadura do Estado Novo.

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sábado, abril 25, 2009

35 anos

Vieira da Silva






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sexta-feira, abril 24, 2009

24 de Abril, 22h 55m

Faz hoje 35 anos que a canção "E depois do adeus" cantada por Paulo de Carvalho foi transmitida pelas 22:55 na rádio difundida na frequência dos Emissores Associados de Lisboa, sendo a senha para inicio das operações militares contra o regime de ditadura em vigor à 48 anos.
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Musica: José Calvário
Letra: José Niza.
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Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me trazTua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.

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